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Feira de Santana recebe a Caravana MOC 50 Anos

Feira de Santana recebe a Caravana MOC 50 Anos

Feira de Santana, cidade sede do MOC, recebeu hoje, 26 de maio, cerca de 300 pessoas de sua micro região, para mais uma etapa das Caravana MOC 50 anos que contou com a participação de diretores, coordenadores e técnicos dos programas bem como crianças, adolescente, jovens, mulheres, agricultores e agricultoras.
Diante de muitas emoções das lembranças o MOC resgata acima de tudo histórias inicias de lutas. Para Albertino Carneiro fundador do MOC, esses sentimentos são um pouco do resultado que o MOC "deu e dá certo para as pessoas que realmente interessam ao MOC".

Albertino comentou sobre a realização de mais uma etapa da celebração dos 50 anos no MOC. “Eu estava aqui pensando que eu comecei o movimento ainda sem saber o que é que seria e ainda assim, agora, a gente tá passando no momento que ele não sabe como é que vai ser. O MOC sempre viveu descobrindo o caminho do andar e não apenas trilhando o caminho, mas descobrindo os caminheiros da vida. E a palavra para falar desse MOC que foi concebido em plena ditadura e que praticamente começa a celebrar seus 50 anos em meio aos conflitos políticos, não é muito diferente do seu início, diante da perda de diretos para mulheres, negros, crianças, adolescente e pessoas do campo, a nossa palavra é ‘Esperança’. Esperança de nunca parar nesse caminho pois ainda há muitos caminheiros”.

Das atividades

Durante todo o dia as pessoas que constituem o público prioritário da entidade, parceiros, autoridades e funcionários se reuniram no Centro Social Urbano (CSU). Programado para dois momentos, a Caravana desenvolveu atividades na manhã com apresentações culturais, oficinas temáticas, seminários territoriais e exposições. Durante todo o dia Empreendimentos Econômicos Solidários fizeram a exposição dos seus produtos.

À tarde a entidade realizou um “Talk Show” ou seja, uma roda de diálogo envolvendo o público e os sujeitos que dão sentido ao trabalho e missão da instituição. Agricultores familiares, mulheres, jovens, crianças, comunicadores, expressaram de que modo a história do MOC tem colaborado para a mudança de suas vidas.

Numa das atividades, o Programa de Agroecologia Produção de Água e Alimentos (PAPAA) realizou a entrega simbólica de 1600 cisternas para famílias agricultoras da região de Feira de Santana. O momento teve a participação de agricultores e agricultoras familiares, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA de Feira de Santana e da 
Secretaria de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social – SJDHDS, representado na pessoa da superintendente Rose Pondé.
Rose relatou emocionada, cenas de sua infância com da falta d’água, onde junto com sua mãe e irmãs carregavam água em latas de querosene. E ressaltou que o MOC através de tecnologias sociais de captação de água consegue transforma a vida de muitas pessoas. Ela citou ainda que através da Secretaria de Justiça mais contratos serão assinados para a construção de mais cisternas de consumo para às famílias.

A superintendente ressalta que “o MOC é uma grande parceiro na execução de políticas públicas com ênfase na implantação de tecnologias sociais para acesso à água de consumo e nós aprendemos muito no dia a dia. O estado da Bahia através da nossa Secretaria tem uma parceria muito boa com a entidade. Tratando-se do MOC é falar de um aprofundamento que de fato consegue dar efetividade às ações do governo. O MOC é um grande exemplo, que ao longo de 50 anos só faz o bem as pessoas, é uma política do bem que tem suas convicções trazendo muito otimismo e muita esperança às famílias que lutam por um Brasil mais justo”, destaca.

Célia Firmo, Coordenadora Geral do MOC, relata a equipe MOC fica muito honrada por fazer parte desses 50 anos transformando vidas. "Está aqui nesse momento fazendo entrega simbólica das cisternas de 1600 cisternas para a região de Feira é motivo de muito orgulho para nós. E vivemos também um outro lado conflituoso no nosso pais, onde acontece o corte de direitos. A gente não aceita retrocesso. O lema da ASA "Semiárido vivo, nenhum direito a menos", é preciso está internalizado em nós, especialmente nesse momento. Não podemos aceitar que os nossos direitos simplesmente sejam retirados. E o MOC faz junto a essa entrega o compromisso de permanecer por mais longos anos na luta pelos direitos das pessoas”, completa a coordenadora.

Segundo Valdemira Lima, agricultura familiar de Feira de Santana, comunidade de Casa Nova, presente no evento, o MOC é um grande parceiro. "Para nós que estamos no campo o MOC é um grande parceiro. Umas das nossas dificuldades é ter água e o MOC trouxe essa felicidade para nós”, disse.

Naidson Baptista, coordenador da ASA e assessor do MOC, trouxe grandes lembranças nas sua fala. “A gente pode citar muitas mudanças, mudanças na vidas das crianças, das mulheres, da famílias que tem acesso a água de qualidade, as pessoas que buscaram a terra, dos sindicalistas, das comercializações da economia solidária, enfim, desses e de muitos outros e dos que irão acontecer, existe aí o MOC. Esse MOC que traz a cidadania social direcionada por Albertino e que busca ao logo desses anos não parar de lutar”, ressaltou.

A região de Feira de Santana traz na sua história a marca do MOC. Dona Maria Pureza Dalton, da comunidade de Pedra, Distrito de Maria Quitéria, falou da importância ado MOC na sua vida. “Eu tenho 82 anos e vi o MOC nascer lutando pelas pessoas. Assim que eu ouvi no rádio que ia ter o evento eu logo falei que vinha. Não poderia deixar de prestigiar o MOC, que me ajudou a ser a pessoa que sou. Nas atividades, nas oficinas, reuniões o povo do MOC mostrava que poderia contar com cada uma deles”, completa. Dona Pureza foi uma das participantes da oficina regional "Relações Sociais de Gênero, Violência, e a imagem da Mulher na Mídia", que levou ao evento muitas reflexões sobre o tema. 

A passagem da Caravana buscou abraçar cada participante de forma única, assim como sempre prezou pelas ações conjuntas e participativas. 
Acima de tudo, a Caravana mobilizou não apenas pessoas, mas ações de troca de saberes e participação popular na mobilização conjunta por um Sertão Mais Justo para todos e todas.


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